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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PHOLHAS PARA RECORDAR SELEÇÃO MÚSICAS COMPLETAS

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

“A vida é curta, curta um caso” – o mercado dos afetos e as tensões


“A vida é curta, curta um caso” – o mercado dos afetos e as tensões



entre familismo e experimentalismos nos sites de traição no Brasil
 
Samantha Camacam de Moraes, Larissa Maués Pelúcio Silva.
 
Bauru, Faculdade de Ciências, Psicologia, samantha.camacam@hotmail.com, CNPq/PIBIC.

Palavras Chave: sites de traição, capitalismo afetivo¹, etnografia on-line.




Introdução
 
 
“A vida é curta, curta um caso” é o slogan de um dos
 
três sites voltados para relações extraconjugais que
 
operam hoje no Brasil. Ainda que a “traição sigilosa”



seja o mote de convencimento à adesão, propomos

que o grande atrativo deste serviço está, de fato, na

sua proposta menos evidente: a de manter valores

familistas, ou seja, proteger o casamento

monogâmico e heterossexual, proporcionando
 
aos/às clientes affairs episódicos que teoricamente



não interfeririam na relação estável.
 
Objetivos
 
 
Especificamente, procuramos compreender como

homens casados que se anunciam como

heterossexuais nestes espaços virtuais apresentamse

a si mesmos, o que dizem que procuram, como

expressam seus desejos sexuais e afetivos, que tipo

de relação estão buscando, o que esperam das

possíveis parceiras e, sobretudo, como falam do

casamento. Pretendemos fazer este levantamento
 
através da análise dos perfis e das “vinhetas
 
pessoais”² dos usuários. De maneira que possamos



mapear as dinâmicas das relações conjugais no

presente, quando a internet passa a ser um

importante espaço de sociabilidade e de contatos

diversos, mobilizando desejos e possibilitando

práticas que até pouco tempo eram experimentadas

com maior dificuldade.
 
Material e Métodos
 
 
Em nossa pesquisa, ainda incipiente, estamos nos

valendo de etnografia on-line a fim de conhecer a

dinâmica das interações nestas plataformas, nas

quais romance e mercado se associam de modo

aparentemente reiterativo das convenções

burguesas. Além disso, utilizamos redação de diário

de campo, postura análitica diante dos dados

recolhidos e clipagem de notícias, artigos e

reportagens a respeito dos sites de traição. Valemonos,

para tanto, de aportes da antropologia das

emoções, dos estudos de gênero e sexualidade,

bem como de contribuições do interacionismo

simbólico e da psicologia social.
 
Resultados e Discussão
 
 
A traição como marca de um relacionamento falho

parece ser ressignificada nesse contexto on-line,

uma vez que não são poucos os relatos nos quais

homens e mulheres se declaram satisfeitos com o
 
casamento que têm. Neste contexto a “traição” não
 
constituiria necessariamente infidelidade, mas uma
 
forma de “apimentar” o matrimônio. Assim, a análise
 
destes dados será respaldada em bibliografia que

transita pelas áreas das ciências sociais (mais

especificamente antropologia e sociologia) e da

psicologia, priorizando em todas estas áreas os

estudos sobre sociabilidade na internet, gênero e

masculinidades, conjugalidades e afetos,

abarcando, ainda, discussões contemporâneas

sobre relações afetivas e sexuais a partir de enfoque

que se aproxima da antropologia das emoções e da

psicologia social.
 
Conclusões
 
 
Tratando-se de uma pesquisa incipiente, temos que

a análise dos slogans dos sites aponta para uma

infidelidade vendida como aventura, capaz de

proporcionar lazer, sem nunca questionar o

casamento monogâmico como modelo a ser

seguido. As questões que levantamos neste

momento referem-se aos significados do amor

romântico, do casamento, da fidelidade e traição

nestes ambientes, considerando-se além das

marcações de gênero os recortes de classe e

geracionais.
 
Agradecimentos
 
 
Agradecemos ao CNPq que financia o

desenvolvimento deste projeto e todos aqueles que

contribuem para a materialização do mesmo.

____________________
 
¹ILLOUZ, Eva. El consumo de la utopía romántica. El amor y las
 
contradicciones culturales del capitalismo. Katz Editores: Madrid. 2009.



²ZAGO, Luiz Felipe. Masculinidades disponíveis.com - Sobre como

dizer-se homem gay na internet. Dissertação de mestrado apresentada ao

Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do
 
Rio Grande do Sul. 2009.

Hospital francês faz extração e transplante renal pela vagina com robô

Hospital francês faz extração e transplante renal pela vagina com robô


Dois cirurgiões de um hospital francês transplantaram um rim, extraído de uma doadora viva, em uma receptora por via vaginal, "em uma única sequência, exclusivamente mediante robô cirúrgico", segundo fontes do centro médico, que classificou a intervenção como inédita.
A extração renal seguida de transplante foi feita em julho por via vaginal, e envolveu duas irmãs, indica um comunicado do hospital Rangueil de Toulouse (sudoeste da França).
Valérie Perez, de 44 anos, doou um rim a sua irmã Béatrice Perez, de 43, no dia 9 de julho e "as duas irmãs estão hoje em bom estado de saúde", declarou à AFP o cirurgião urologista responsável pelo transplante no hospital, Frederico Sallusto.
Ele realizou a operação com o especialista em cirurgia urológica com a ajuda de um robô, o doutor Nicolas Doumerc.
A doadora pôde voltar para casa dois dias após a operação, e a receptora quatro dias depois.
O hospital lembra que médicos indianos publicaram em março um estudo sobre "oito pacientes que se beneficiaram de uma técnica inovadora de introdução do enxerto por via vaginal, mas mediante colonoscopia tradicional".
O hospital de Toulouse também afirma que até agora uma centena de pessoas na Índia e nos Estados Unidos receberam um transplante renal - de doador vivo ou não - mediante um robô cirúrgico.
O doutor Sallusto disse à AFP que para o homem ocorre de outra forma, com uma pequena incisão acima do púbis para implantar um rim com um robô.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL

ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL

O Poder Legislativo, segundo o art. 44 da Constituição Federal de 1988, é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Câmara dos Deputados é composta por representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional em cada estado, em cada território e no Distrito Federal. São 513 Deputados Federais, com mandato de quatro anos. O número de Deputados é proporcional à população do estado ou do Distrito Federal, com o limite mínimo de oito e máximo de setenta Deputados para cada um deles.
Para o Senado Federal, cada estado e o Distrito Federal elegem três Senadores, com mandato de oito anos, renovados de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. A composição do Senado Federal é de 81 Senadores.
Ao tratar das competências do Congresso Nacional, podemos reuni-las em três conjuntos: 1º) o das atribuições relacionadas às funções do Poder Legislativo federal; 2º) o das atribuições das Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), quando atuam separadamente; e 3º) o das atribuições relacionadas ao funcionamento de comissões mistas e de sessões conjuntas, nas quais atuam juntos os Deputados Federais e os Senadores (embora votem separadamente).

Atribuições do Congresso Nacional relacionadas às funções do Poder Legislativo federal

Além da função de representação, antes mencionada, compete ao Congresso Nacional exercer atribuições legislativas e de fiscalização e controle.
Quanto à função legislativa, cabe ao Congresso Nacional legislar sobre as matérias de competência da União, mediante elaboração de emendas constitucionais, de leis complementares e ordinárias, e de outros atos normativos com força de lei.
O art. 48 da Constituição lista diversos assuntos que podem ser objeto de leis, que dependem da aprovação do Congresso Nacional e da sanção do Presidente da República. Por sua vez, o art. 49 da Constituição Federal traz a relação das competências exclusivas do Congresso Nacional, que são veiculadas por decreto legislativo, para o qual não é exigida a sanção presidencial.
Sobre a função fiscalizadora, o art. 70 da Constituição estabelece a competência do Congresso Nacional para a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. Para que possa exercer essa função, o Congresso Nacional é auxiliado pelo Tribunal de Contas da União.
O Congresso Nacional e suas Casas dispõem, ainda, de outros mecanismos de fiscalização e controle, entre os quais podemos mencionar: a possibilidade de convocação de Ministro de Estado ou de titulares de órgãos diretamente vinculados à Presidência da República para prestar informações sobre assunto previamente determinado; o encaminhamento de pedidos de informações a essas autoridades pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; a instalação de comissões parlamentares de inquérito pelas Casas, em conjunto ou separadamente, para apuração de fato determinado e por prazo certo.

Atribuições das Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), quando atuam separadamente

Na maioria dos casos, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal funcionam de forma articulada para o exercício das funções do Congresso Nacional. Um exemplo é o processo de elaboração das leis complementares e ordinárias, em que uma Casa funciona como iniciadora e a outra como revisora.
Há situações, porém, em que as Casas funcionam separadamente. A Constituição estabelece, para tanto, as competências privativas da Câmara dos Deputados (art. 51) e do Senado Federal (art. 52). Se do exercício dessas atribuições resultar um ato normativo, será uma Resolução da respectiva Casa.

Atribuições do Congresso Nacional relacionadas ao funcionamento das sessões conjuntas e das comissões mistas

A organização bicameral do Congresso Nacional possibilita, ainda, o funcionamento de sessões conjuntas e de comissões mistas, nas quais atuam juntos os Deputados Federais e os Senadores, embora seus votos sejam colhidos separadamente.
O § 3º do art. 57 da Constituição prevê a realização de sessões conjuntas para: inaugurar a sessão legislativa; elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República; conhecer do veto e sobre ele deliberar.
Por sua vez, o art. 166 da Constituição dispõe que os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais devem ser apreciados pelas Casas do Congresso Nacional em sessão conjunta, conforme disposto no Regimento Comum. O § 1º desse artigo prevê, ainda, a existência de uma comissão mista permanente para, entre outras atribuições, examinar e emitir parecer sobre esses projetos.
As medidas provisórias iniciam sua tramitação em uma comissão mista, encarregada de emitir parecer sobre a matéria. Posteriormente, elas são apreciadas, em sessão separada, pelo Plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional (art. 62, § 9º, da Constituição Federal).
É importante observar que o Congresso Nacional, quando funcionam conjuntamente a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, é regido por um Regimento Comum. Nesse caso, é dirigido pela Mesa do Congresso Nacional, que será presidida pelo Presidente do Senado Federal, sendo os demais cargos exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes nas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
O sítio do Congresso Nacional tem por objetivo apresentar o conteúdo relativo às atribuições relacionadas ao funcionamento das sessões conjuntas e das comissões mistas. As informações relativas ao exercício das demais atribuições, exercidas por suas Casas de forma articulada ou separada, estão apresentadas em seus respectivos sítios (www.camara.leg.br e www.senado.leg.br).

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Entenda a Operação Lava Jato, da Polícia Federal

Entenda a Operação Lava Jato, da Polícia Federal


 
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Com início em um posto de gasolina –de onde surgiu seu nome–, a Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras do país e políticos.
Uma das primeiras prisões foi a do doleiro Alberto Youssef, 47. Criado em Londrina, foi vendedor de pastel e contrabandista de eletrônicos do Paraguai antes de virar doleiro. Foi preso nove vezes. Uma delas, pela participação no chamado caso Banestado, maior escândalo já investigado no Brasil sobre remessas ilegais de dinheiro.
Três dias depois, houve a prisão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras. Costa era investigado pelo Ministério Público Federal por supostas irregularidades na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. Ele passou a ser investigado pela PF após ganhar, em março de 2013, um carro de luxo de Youssef.
Após as prisões, uma série de vínculos entre o doleiro, o ex-diretor da Petrobras, empreiteiras e políticos é revelada. O primeiro a ser atingido é o deputado federal André Vargas (ex-PT-SP) que, como a Folha revelou, pegou carona de jatinho com Youssef.
Tanto Costa quanto Youssef assinaram com o Ministério Público Federal acordos de delação premiada para explicar detalhes do esquema e receber, em contrapartida, alívio das penas. Um ano após o início da Lava Jato, já são 17 os delatores do esquema.
Em seu depoimento, o ex-diretor da Petrobras afirmou que havia um esquema de pagamento de propina em obras da estatal por parte de empreiteiras, e que o dinheiro abastecia o caixa de partidos como PT, PMDB e PP.
Em novembro de 2014, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Lava Jato, que envolveu buscas em grandes empreiteiras como a Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e outras sete companhias.
O juiz federal do Paraná Sérgio Moro é responsável pelas ações penais nos casos que não envolvem políticos –que possuem foro privilegiado e, por isso, são investigados pelo STF. O magistrado é referência no julgamento de crimes financeiros.
Nesse contexto de pressões da operação e de dificuldades para estimar os prejuízos da corrupção à Petrobras, a presidente da empresa, Graça Foster, e outros cinco diretores são demitidos. Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, assume a presidência da estatal.
Em janeiro de 2015, a Justiça Federal do Paraná começa a ouvir os primeiros depoimentos de testemunhas de acusação: Paulo Roberto Costa, os executivos ligados à Toyo Setal, Venina Velosa Fonseca, funcionária da Petrobras que afirmou às autoridades ter avisado a então presidente da estatal Graça Foster sobre as irregularidades na petrolífera, entre outros.
No dia 3 de março de 2015, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou ao STF uma lista com 28 pedidos de inquéritos de políticos envolvidos com o esquema de corrupção na Petrobras.
Relator dos processos relativos à Operação Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki autorizou a abertura de todas as investigações. São 50 políticos de seis partidos: PT, PSDB, PMDB, PP, SD e PTB. Ele também acatou sete pedidos de arquivamento, incluindo um inquérito sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que concorreu à Presidência em 2014.
Janot também afirmou, em seu relatório ao STF, que não havia elementos na apuração para abrir uma investigação contra a presidente Dilma Rousseff (PT), mas determinou a abertura de um inquérito sobre a arrecadação de recursos para sua campanha em 2010.
lista de investigados inclui 50 nomes, entre eles os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Posteriormente, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) foi incluído.
No STJ (Superior Tribunal de Justiça), são investigados os governadores Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) e Tião Viana (PT-AC).
Editoria de Arte/Folhapress
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CRONOLOGIA

2014

17.mar
Polícia Federal deflagra a Operação Lava Jato em seis Estados e no DF. Dezessete pessoas são presas, entre elas, Alberto Youssef, doleiro suspeito de comandar o esquema.
20.mar
Diretor de abastecimento da Petrobras de 2004 a 2012, Paulo Roberto Costa é preso pela PF sob a suspeita de destruir e ocultar documentos. Costa passou a ser investigado após ganhar, em março de 2013, um carro de luxo do doleiro Alberto Youssef.
22.mar
Folha revela que Youssef disse ter recebido 12 milhões da empreiteira Camargo Corrêa, sem detalhar se o valor era em dólar ou real.
27.mar
Folha revela que um diretor do Ministério da Saúde é suspeito de ter ajudado a Labogen, empresa controlada por Youssef, a firmar parceria de R$ 31 milhões com a pasta para a produção de medicamentos. A parceria foi suspensa, sem que qualquer valor tivesse sido pago, após o caso vir à tona
1º.abr
Folha revela que o então vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR),usou um jatinho emprestado por Youssef para fazer uma viagem de férias com a família.
Beto Barata - 2.abr.2014/Folhapress
O deputado André Vargas no plenário da Câmara
O deputado André Vargas no plenário da Câmara
3.abr
Sócio de Youssef afirma que o contrato da Labogen com o Ministério da Saúde foi obtido graças à influência de André Vargas (PT-PR).
5.abr
Laudo da PF obtido pela Folha mostra que nove fornecedores da Petrobras depositaram R$ 34,7 milhões na conta de uma empresa de fachada controlada por Youssef. Parte desses fornecedores têm contratos na refinaria de Abreu e Lima (PE).
9.abr
André Vargas renuncia ao cargo de vice-presidente da Câmara. Conselho de Ética da Casa abre processo de cassação contra o deputado.
11.abr
Em um desdobramento da Operação Lava Jato, PF amplia investigações sobre negócios suspeitos da Petrobras e faz operação de busca e apreensão na sede da estatal, no Rio.
12.abr
Planilha apreendida pela PF na casa de Paulo Roberto Costa levanta a suspeita de que ex-diretor intermediava repasses de empreiteiras para políticos.
15.abr
PF indicia Costa, Youssef e outros 44 na Operação Lava Jato.
18.abr
Planilha apreendida no escritório de Youssef registra repasse de R$ 31 milhões por dois consórcios e uma empresa a firmas controladas pelo doleiro.
23.abr
Justiça aceita denúncia contra Youssef e seis investigados na Lava Jato.
25.abr
Justiça aceita denúncia contra Paulo Roberto Costa por suspeitas de desvios de recursos da refinaria Abreu e Lima (PE).
5.mai
Investigação da PF aponta que Youssef também fez favores a outro deputado federal, Luiz Argôlo (SD-BA).
14.mai
Sob controle de aliados do Planalto, CPI da Petrobras é instalada no Senado
15.mai
Conselho de Ética da Câmara instaura processos para cassar Luiz Argôlo (SD-BA)
19.mai
Por decisão do ministro do STF Teori Zavascki, Paulo Roberto Costa é solto
28.mai
Após pressão da oposição, é criada a CPI mista (com participação de deputados e senadores) da Petrobras. Vital do Rêgo (PMDB-PB) é o presidente da comissão
1.jun
Na única entrevista que deu após sua primeira prisão, à Folha, Costa negou que houvesse superfaturamento e suborno em contratos da Petrobras
11.jun
Justiça volta a decretar a prisão de Paulo Roberto Costa por ele ter ocultado que controlava contas na Suíça com saldo de US$ 23 milhões.
3.jul
Justiça encaminha ao STF provas que apontam relação entre Youssef e o senador Fernando Collor (PTB-AL), que teria recebido dinheiro do doleiro.
22.ago
Paulo Roberto Costa aceita fechar acordo de delação premiada com procuradores que atuam na Operação Lava Jato para deixar a prisão.
6.set
Em depoimento à Justiça, Paulo Roberto Costa afirma que 12 senadores, 49 deputados federais e pelo menos um governador receberam dinheiro desviado da estatal, segundo apuração da Folha. O ex-diretor da Petrobras apontoupolíticos de três partidos: PT, PMDB e PP. Um dos citados no depoimento é o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto
Segundo a revista "Veja", Paulo Roberto Costa cita pelo menos 25 deputados federais, 6 senadores, 3 governadores, um ministro e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP) que teriam tirado proveito de parte do dinheiro desviado dos cofres da Petrobras
23.set
Youssef decide fazer acordo de delação para tentar abrandar sua situação na Justiça. Dois dias depois, presta seu primeiro depoimento
1º.out
Como parte do acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa é solto e volta para sua casa no Rio, onde passa a cumprir prisão domiciliar
Ricardo Borges/Folhapress
Paulo Roberto Costa desembarca no Rio escoltado pela PF
Paulo Roberto Costa desembarca no Rio escoltado pela PF
2.out
Reportagem da Folha mostra que um consórcio liderado pela empreiteira Camargo Corrêa repassou R$ 37,7 milhões a empresas de fachada de Alberto Youssef
8.out
Ex-contadora de Youssef, Meire Poza afirma à CPI mista da Petrobras que o doleiro tinha negócios com o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. Ela também diz que o presidente do Senado, Renan Calheiros, negociou R$ 25 milhões do Postalis, fundo de pensão dos Correios ligado ao PMDB, para financiar um negócio do doleiro.
16.out
Folha revela que Paulo Roberto Costa disse, em seu depoimento, que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009.
24.out
Segundo a revista "Veja", Youssef afirmou em depoimento que Dilma e Lula tinham conhecimento do esquema de desvio de dinheiro na Petrobras. A reportagem é divulgada dois dias antes do segundo turno da eleição presidencial.
28.out
Executivo Julio Camargo, da empresa Toyo-Setal, fecha acordo de delação premiada com procuradores da Lava Jato.
29.out
Conselho de Ética aprova cassação de Luiz Argôlo (SD-BA).
4.nov
Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, assina acordo de delação premiada.
14.nov
Em mais uma etapa da Lava Jato, Justiça expede 27 mandados de prisão. A ação da PF atinge dez empresas, entre elas gigantes como a Camargo Côrrea e a OAS. Também foi preso o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque.
Em depoimento, o executivo Augusto Mendonça Neto afirma que havia um "clube da propina" de empreiteiras com a Petrobras, liderado pelo empresário Ricardo Ribeiro Pessoa, sócio da UTC Engenharia.
16.nov
Ministério Público Federal fecha com o grupo Setal o primeiro acordo de delação premiada com empresas envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras.
17.nov
Em depoimento à PF, o diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, afirma que aceitou pagar propina ao esquema de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef após ser extorquido pelos dois. Ele disse que o destino do dinheiro foi o PP.
José Carlos Cosenza, diretor de Abastecimento que substituiu Paulo Roberto Costa na Petrobras, aparece em depoimento à PF. A suspeita é que ele teria recebido comissões de empresas ligadas à estatal.
Ricardo Borges - 17.nov.14/Folhapress
Os diretores da Petrobras e a presidente da estatal, Graça Foster, concedem entrevista coletiva no Rio de Janeiro
Os diretores da Petrobras e a presidente da estatal, Graça Foster, concedem entrevista coletiva no Rio de Janeiro
18.nov
Cade negocia acordo de leniência com empresa Toyo-Setal. O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, afirma que empresas também o procuraram para propostas semelhantes.
Justiça estende a prisão de cinco executivos e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Outros 11 presos foram liberados. O lobista Fernando Baiano, suspeito de negociar propina para o PMDB, é preso.
19.nov
PF diz que errou ao citar nome de José Carlos Cosenza, diretor de Abastecimento da Petrobras, em depoimentos.
25.nov
Alberto Youssef presta seu último depoimento da delação premiada à PF.
2.dez
Paulo Roberto Costa depõe à CPI mista da Petrobras em encontro de acareação com o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. O delator disse que chegou a ficar "enojado" com o que ocorria na estatal e que a corrupção está espalhada pelo país.
Após a sessão, Costa confidenciou a dois deputados o número de políticos que citou em depoimento. Um dos que ouviu o dado foi Julio Delgado (PSB-MG). "Eu perguntei: como é isso, quantos são?'. Ele me disse que são de 35 a 40 do PP, PMDB e PT."
3.dez
Folha noticia que o executivo Augusto Mendonça Neto afirmou em depoimento que parte da propina paga para o ex-diretor da Petrobras Renato Duque eram "doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores". O ex-presidente Lula diz que afirmação do empresário é "fantasiosa".
Já Julio Camargo, também da Toyo Setal, afirma em depoimento que diz ter pago R$ 137 milhões em propina, mas nega que tenha feito doações eleitorais como pagamento de propina.
Renato Duque é solto pela PF após decisão do STF.
8.dez
A revista "Época" revela que José Dirceu recebeu R$ 886 mil da empreiteira Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava Jato, por serviços como "análise de aspectos sociológicos e políticos do Brasil", "assessoria na integração dos países da América do Sul" e "palestras e conferências internacionais".
9.dez
PF indicia lobista e 12 executivos de empreiteiras na Operação Lava Jato.
10.dez
Câmara dos Deputados cassa o mandato de André Vargas (ex-PT-PR).
11.dez
Procuradoria denuncia 36 pessoas por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa em esquema na Petrobras. Segundo a acusação, o cartel de empreiteiras atuou até 14 de novembro deste ano, quando foram presos executivos na Operação Lava Jato. O Ministério Público pede a devolução de R$ 1,5 bilhão aos acusados.
12.dez
Jornal "Valor Econômico" revela que uma ex-gerente da diretoria de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, já havia alertadodiretoria da estatal sobre desvios. Fonseca teria enviado e-mails entre 2009 e 2014 para a presidente da empresa, Graça Foster e o atual diretor de Abastacimento, José Carlos Cosenza.
Reprodução
Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente da diretoria de Abastecimento
Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente da diretoria de Abastecimento
Justiça Federal do Paraná acolhe denúncias e Yousef e mais oito pessoas tornam-se réus na Operação Lava Jato.
15.dez
Procuradoria oferece denúncia contra mais quatro envolvidos na Operação Lava Jato: o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró; o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano; o doleiro Alberto Youssef; e o executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal. Os procuradores pedem que os acusados sejam condenados ao pagamento de cerca de R$ 300 milhões a título de devolução do valor das propinas e de indenização pelos prejuízos causados à Petrobras.
Justiça do Paraná acolhe denúncias e mais 10 executivos de duas empreiteiras tornam-se réus –são 19 no total até este momento.
16.dez
Em sua terceira nota de esclarecimento, Petrobras diz que Graça Foster só foi alertada pela ex-gerente Venina Velosa da Fonseca em 2014, após ser demitida.
Justiça Federal do Paraná aceita denúncias contra mais 17 acusados na Operação Lava Jato, dentre os quais Ricardo Ribeiro Pessoa, sócio-proprietário da UTC Engenharia, e dirigentes da Camargo Corrêa e da Mendes Júnior, algumas das principais empreiteiras do país. São 36 réus no total até este momento.
17.dez
Justiça Federal do Paraná aceita mais três denúncias, contra Nestor Cerveró, Julio Camargo e Fernando Baiano. São 39 réus no total até este momento.
18.dez
CPI da Petrobras aprova relatório oficial pedindo o indiciamento de 52 pessoas, mas nenhum político.
19.dez
O jornal "Estado de S. Paulo" revela lista de 28 políticos citados na delação premiada de Paulo Roberto Costa. Entre os citados, há nomes novos como o do ex-ministro de Dilma e Lula Antonio Palocci. Segundo o jornal, Costa afirmou ter recebido pedido de R$ 2 milhões de Palocci para a campanha presidencial de Dilma.
A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca depõe ao Ministério Público Federal. Segundo seu advogado, Venina apresentou documentos e alegações que confirmam que a presidente da empresa, Graça Foster, sabia das irregularidades na estatal desde 2007.
22.dez
A presidente da Petrobras, Graça Foster, admite que encontrou Venina, mas diz que não foi omissa. "Venina nunca fez nenhuma denúncia usando as palavras conluio, cartel, corrupção, fraude e lavagem de dinheiro. A Venina nunca fez nenhuma denúncia na diretoria sobre essas questões. Ela nunca falou nesses termos. Eram e-mails truncados, cifrados e muito misturados", disse Graça, em entrevista à Folha e ao jornal "O Globo".
30.dez
Petrobras suspende negócios com 23 fornecedoras citadas na Lava Jato. Segundo a estatal, elas "serão temporariamente impedidas de serem contratadas e de participarem de licitações da estatal". As fornecedoras são: Alusa (atual Alumni), Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Carioca Engenharia, Construcap, Egesa, Engevix, Fidens, Galvão Engenharia, GDK, Iesa, Jaraguá Equipamentos, Mendes Junior, MPE, OAS, Odebrecht, Promon, Queiroz Galvão, Setal, Skanska, Techint, Tomé Engenharia e UTC.

2015

1.jan
Em seu discurso de posse para o segundo mandato presidencial, Dilma Rousseff (PT) dedica parte de sua fala à Petrobras, dizendo que é necessário proteger a estatal de "predadores internos" e "inimigos externos". A presidente da empresa, Graça Foster, esteve presente na cerimônia.
5.jan
Folha revela que uma auditoria interna da Petrobras sobre o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) apontou que a estatal comprou equipamentos antes de definir o modelo de negócio e a estrutura de produção da refinaria, o que gerou um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão. Os ex-diretores Renato Duque e Paulo Roberto Costa afirmam que as contratações foram aprovadas em escalões superiores da estatal.
7.jan
O deputado federal Eduardo Cunha vira alvo da Procuradoria na Lava Jato e terá uma investigação a seu respeito pedida pelo Ministério Público Federal ao STF. Ele é suspeito de ter recebido dinheiro do esquema por meio do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o "Careca", que atuaria como um dos funcionários do doleiro Alberto Youssef. Cunha diz ver motivação política no vazamento da informação –ele é candidato na disputa pela presidência da Câmara.
Editoria de Arte/Folhapress
8.jan
No mesmo depoimento que envolveu Eduardo Cunha, o policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o "Careca", também citou o senador mineiro Antônio Anastasia (PSDB). O policial disse que entregou R$ 1 milhão ao então candidato a governador a mando do doleiro Alberto Youssef em 2010. Anastasia disse estar indignado e que quer acareação com a Polícia Federal. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), também se pronuncia em defesa do aliado.
13.jan
Petrobras escolhe novo diretor para a área de Governança, Risco e Conformidade, cuja criação foi anunciada por Graça Foster em novembro. O engenheiro João Adalberto Elek Junior, 56, foi eleito em reunião do Conselho de Administração da companhia e terá mandato de três anos, que poderá ser renovado.
14.jan
Ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró é preso pela PF no Rio ao desembarcar de Londres, no aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal informou que pediu a prisão preventiva "porque há fortes indícios de que Cerveró continua a praticar crimes, como a ocultação do produto e proveito do crime no exterior, e pela transferência de bens (valores e imóveis) para familiares. Além disso, há evidências de que ele buscará frustrar o cumprimento de penalidades futuras".
Daniel Derevecki - 14.jan.14/Reuters
Nestor Cerveró é escoltado por policial armado na sede do IML em Curitiba
Nestor Cerveró é escoltado por policial armado na sede do IML em Curitiba
20.jan
O deputado federal Eduardo Cunha, candidato à presidência da Câmara, diz ter ouvido de agente que a PF forjou áudio para incriminá-lo.
21.jan
São divulgados os termos da delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Ele se comprometeu a devolver pelo menos R$ 1,8 milhão em espécie, hotéis e imóveis registrados em seu nome, além de todo o dinheiro encontrado em contas pessoais e de suas empresas em troca do abrandamento de suas penas –que chegarão, ao máximo, a cinco anos.
22.jan
O juiz Sergio Moro decreta prisão preventiva do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que já estava encarcerado desde o dia 14. No despacho, ele abre partes da delação de Paulo Roberto Costa, que revela que recebeu US$ 1,5 milhão para não atrapalhar a compra da refinaria de Pasadena –transação cujo prejuízo é estimado em US$ 792 milhões.
28.jan
Após dois adiamentos, o balanço do terceiro trimestre da Petrobras é divulgado, que mostra que o lucro da empresa caiu 38% e não inclui as perdas com corrupção. A presidente da empresa, Graça Foster, afirma que a estimativa desses prejuízos é de R$ 88, 6 bilhões. Esse cálculo enfurece a presidente Dilma Rousseff.
1.fev
Em entrevista à Folha, o empresário Leonardo Meirelles, que foi sócio de Alberto Youssef, diz que o doleiro tem patrimônio oculto e sociedades com empreiteiras que não foram declaradas no acordo de delação premiada que fez com procuradores. Segundo o empresário, o doleiro teria de R$ 150 milhões a 200 milhões, e não cerca de R$ 50 milhões, como está no acordo. O adovgado de Youssef refuta as afirmações do ex-sócio.
3.fev
Dilma Rousseff decide tirar Graça Foster do comando da Petrobras. Em reunião, as duas estabelecem um cronograma de saída de toda a diretoria da estatal.
4.fev
Diferentemente do combinado no dia anterior, Graça Foster e cinco diretores da Petrobras decidem renunciar imediatamente aos cargos.
5.fev
A Polícia Federal deflagra mais uma etapa da Operação Lava Jato. Leva o tesoureiro do PT, João Vaccari, para depor, e tenta cumprir 62 mandados -um de prisão preventiva, no Rio, três de temporária, em Santa Catarina, 18 conduções coercitivas e 40 de busca e apreensão. Essa nova fase tem como foco o pagamento de propinas na diretoria de Serviços da Petrobras e na BR Distribuidora.
Lalo de Almeida/Folhapress
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chega à sede da Policia Federal em São Paulo para prestar depoimento
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chega à sede da Policia Federal em São Paulo para prestar depoimento
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), novo presidente da Câmara dos Deputados, autoriza a criação de nova CPI da Petrobras na Casa.
Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras. Barusco afirma que o tesoureiro do partido teve "participação" no recebimento desse suborno, ficando com US$ 4,5 milhões.
Barusco também disse ter recebido US$ 1 milhão da Odebrecht, que não tem executivos presos até o momento. Também afirma que recebia suborno na estatal desde 1997, quando o país era governado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Paulo Araújo/Ag. O Dia
O ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro Barusco Filho
O ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro Barusco Filho
6.fev
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, é escolhido por Dilma Rousseff para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras.
11.fev
O empresário Shinko Nakandakari, suspeito de intermediar o repasse de propina de empreiteiras em obras da Petrobras, fecha acordo de delação premiada com procuradores que atuam no caso
Editoria de Arte/Folhapress
12.fev
Sergio Moro derruba o sigilo de 63 depoimentos das delações premiadas de Youssef e Paulo Roberto Costa.
Em um deles, Youssef diz que repassou R$ 800 mil em propinas ao PT por meio do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. O suborno era resultante de um contrato da Toshiba com a Petrobras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Outra afirmação do doleiro é a de que o ex-ministro José Dirceu (PT), preso por participação no mensalão, tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.
Em um depoimento de Paulo Roberto Costa, ele diz que ouviu de um lobista que o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) recebeu R$ 400 mil de uma empresa chamada Sargeant Marine, da Flórida (EUA).
14.fev
Revista "Veja" revela que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, teve ao menos três encontros com advogados de empreiteiras da Operação Lava Jato. Uma delas, a Odebrecht, recorreu a ele em busca de munição para questionar a legalidade de provas obtidas na Suíça pelos procuradores da Operação Lava Jato.
Editoria de arte/ Folhatress
20.fev
Na primeira entrevista de seu segundo mandato, Dilma Rousseff afirma que, se os casos de corrupção na Petrobras tivessem sido investigados na década de 1990, quando o país era governado pelo PSDB, os desvios na estatal poderiam ter sido estancados e não teriam se perpetuado por tanto tempo.
Ministério Público cobra R$ 4,5 bilhões de empreiteiras em ação de improbidade administrativa.
24.fev
Folha revela que o doleiro Alberto Youssef detalhou, em depoimento, esquema de propina que teria rendido R$ 3 milhões ao senador Fernando Collor (PTB-AL).
25.fev
Procuradores federais vão ao TCU (Tribunal de Contas da União) contra acordos de leniência –espécie de delação premiada para empresas– da CGU (Controladoria-Geral da União) na Lava Jato.
Comissão de Ética da Presidência da República decide que o ministro Cardozo deve explicar seus encontros advogados de empreiteiras envolvidas com corrupção na Petrobras
26.fev
Tem início a nova CPI da Petrobras, com a presidência de Hugo Motta (PMDB-PB) e relatoria de Luiz Sérgio (PT-RJ)
27.fev
Dois executivos da Camargo Corrêa fecham acordo de delação: o presidente da empreiteira, Dalton Avancini, e o vice-presidente Eduardo Leite. São os primeiros integrantes de uma empreiteira de grande porte que decidem colaborar com as investigações.
Editoria de Arte/Folhapress
28.fev
Documentos encontrados pela PF na casa e nos escritórios do empresário Mario Goes, apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras,mostram que ele recebeu R$ 39,6 milhões das empresas Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, OAS, Odebrecht e UTC entre 2006 e 2014.
3.mar
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, remete ao STF (Supremo Tribunal Federal) 28 inquéritos envolvendo 54 pessoas, incluindo políticos, que foram citados em depoimentos da Operação Lava Jato.
6.mar
O ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, aceita a abertura dos inquéritos. Ele também tira o sigilo dos processos, revelando o nome dos 50 investigados. O ministro acatou ainda sete pedidos de arquivamento.
12.mar
STJ autoriza a investigação dos governadores Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) e Tião Viana (PT-AC) na Operação Lava Jato
Procuradoria-Geral da República pede investigação sobre o senador Fernando Bezerra (PSB-PE). Paulo Roberto Costa disse em depoimento que foi procurado por Bezerra para viabilizar recursos para a campanha de reeleição do falecido governador de Pernambuco Eduardo Campos.
13.mar
Teori aceita abertura de inquérito contra o senador Fernando Bezerra.
16.mar
Polícia Federal volta a prender o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Segundo a PF, ele estava movimentando dinheiro em contas no exterior.
Ministério Público Federal denuncia 27 pessoas, entre elas o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e Renato Duque por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Folha revela que o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, disse em sua delação premiada que o tesoureiro do PT, João Vaccari, pediu que a empreiteira pagasse uma propina de cerca de R$ 10 milhões em forma de doação oficial ao partido.
17.mar
Justiça do Paraná quebra sigilo bancário do ex-ministro José Dirceu e revela que ele recebeu R$ 29 milhões por consultorias entre 2006 e 2013. Os maiores contratos foram com empresas investigadas na Operação Lava Jato, como OAS, UTC, Engevix e Camargo Corrêa.
STF libera vídeos de depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Em um deles, o ex-diretor da Petrobras afirma que "a maior balela que tem nesse Brasil é a doação oficial" a partidos.
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20.mar
Grupo Setal fecha acordo de delação com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e delata cartel de 23 companhias em licitações da Petrobras.
23.mar
Justiça autoriza a transferência de 12 presos da Lava Jato que estão na carceragem da PF em Curitiba para o Complexo Médico-Penal do Paraná, em Pinhais. O juiz negou a transferência do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e, a pedido do Ministério Público Federal, também foi negada a transferência de Ricardo Pessoa, presidente da UTC.
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque tornam-se réus na Operação Lava Jato.
24.mar
Após fechar acordo de delação premiada, o vice-presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Eduardo Leite, deixa a prisão.
26.mar
A ex-presidente da Petrobras Graça Foster depõe na CPI da Petrobras na Câmara e se diz "envergonhada" por propina na Petrobras
27.mar
Polícia Federal prende o presidente do Grupo Galvão, Dario de Queiroz Galvão Filho.
30.mar
O presidente da empreiteira Camargo Corrêa, Dalton Avancini, deixa a prisãoapós ter seu acordo de delação premiada homologado pela Justiça. Nove executivos continuam presos.
9.abr
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, fala à CPI da Petrobras que conhecia acusados e suspeitos da Operação Lava Jato como Alberto Youssef, Renato Duque e Pedro Barusco, mas não deu detalhes sobre sua relação com eles.
Paulo Roberto Costa muda a versão que apresentou em seu acordo de delação e diz que as obras da estatal investigadas na Operação Lava Jato não eram superfaturadas.
10.abr
Em nova fase da Lava Jato, PF prende os ex-deputados André Vargas (ex-PT-PR e hoje sem partido), Luiz Argôlo (ex-PP e hoje Solidariedade-BA) e mais quatro pessoas ligadas aos políticos. Também houve ordem de prisão contra o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que já estava preso em Pernambuco por condenação no mensalão. A investigação se expande para crimes na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde.
Editoria de Arte/Folhapress
15.abr
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é preso. Secretário de Finanças do partido, o petista nega envolvimento no esquema de corrupção que atingiu a Petrobras nos últimos anos. Também é expedida ordem de prisão contra a cunhada de Vaccari, Marice de Corrêa Lima, mas ela não é encontrada em seu apartamento e torna-se foragida.
Paulo Lisboa - 15.abr.15/Folhapress
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, chega ao IML de Curitiba
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, chega ao IML de Curitiba
Após prisão, PT anuncia o afastamento de Vaccari da tesouraria do partido.
16.abr
Disputa entre a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal leva o ministro do STF Teori Zavascki a suspender depoimentos de políticos investigados.
17.abr
Marice Corrêa de Lima, cunhada de João Vaccari, entrega-se à PF.
Em depoimento, executivo da Camargo Corrêa diz que a empresa pagou R$ 110 milhões em propina para obter contratos da Petrobras entre 2007 e 2012.
19.abr
Em depoimento divulgado pela Justiça, o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, confirma a informação de que um conjunto de empreiteiras agia como um cartel em obras da Petrobras.
22.abr
Primeiro julgamento relativo à Lava Jato é concluído: Justiça do Paranácondena oito pessoas por desvios em obra da refinaria Abreu e Lima.
Editoria de Arte/Folhapress
Divulgado o balanço final de 2014 da Petrobras, que registra prejuízo de R$ 22 bi, incluindo perdas com corrupção.
23.abr
O publicitário Ricardo Hoffmann, preso sob suspeita de ter pago propina ao ex-deputado André Vargas (Ex-PT-PR), decide fazer acordo de delação premiada.
Justiça do Paraná manda soltar a cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto após dúvida sobre vídeo que a comprometia.
27.abr
Ministério Público Federal denuncia Renato Duque e João Vaccari Neto por lavagem de R$ 2,4 milhões.
28.abr
Por 3 votos a 2, STF decide passar 9 executivos e funcionários de empreiteiras à prisão domiciliar.
9.mai
Folha revela que o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, afirmou a procuradores da Lava Jato que doou R$ 7,5 mi à campanha à reeleição de Dilma Rousseff por temer prejuízos em seus negócios na Petrobras.
13.mai
Ricardo Pessoa torna-se delator da operação e se compromete a devolver R$ 50 mi.
14.mai
Ministério Público do Paraná apresenta as primeiras acusações contra políticos na Lava Jato. São eles os ex-deputados André Vargas (ex-PT-PR, sem partido), Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE) e Aline Corrêa (PP-SP).
21.mai
PF prende Milton Pascowitch, apontado como operador da empreiteira Engevix em contratos da Petrobras e suspeito de repassar propina na diretoria de Serviços.
Jorge Araujo - 4.fev.2015/Folhapress
O empresário Milton Pascowitch
O empresário Milton Pascowitch
26.mai
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró é condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.
19.jun
PF prende presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez e outros dez executivos das duas empreiteiras.
26.jun
Em depoimento de delação premiada, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, diz quedoou R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma Rousseff em 2014, por vias legais, por temer prejuízos em negócios com a Petrobras. Ele também afirmou ter doado à campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010 como pagamento de propina. As revelações aumentam a pressão sobre o governo e o PT.
29.jun
O lobista Milton Pascowitch tem acordo de delação premiada homologado.
2.jul
O ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada é preso sob a suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações, desvio de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.