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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

OS MENINOS - poema de José Inácio Vieira de Melo (JIVM)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

poesia

Largo da Palma



(evangelista da silva)


Tarde de sábado...
O silêncio mistura-se ao passado
Que ainda vive na simplicidade dos casarios
A mais pura e doce harmonia...
A preguiça das ladeiras...
O acanhamento das calçadas...
Tudo são marcas de outrora...
Por essas ladeiras negros subiram e desceram como burros maltratados...
No vai-e-vem de sofrer e cansaço, pisando nessas pedras em pés descalços,
Brotaram calos e mais calos - nos pés e alma. Doce injustiça...
Observe em sua volta. E observe com carinho...
De um lado, Roma ergue-se envergonhada;
D'outro, o Instituto de Letras caindo aos pedaços - entrega-se a velhice em desespero...
Além, lá no alto, lá em baixo, puteiros desmoronam-se em prantos...
É a antítese da vida: humanos abandonados; desamor, luxúrias, encantos, injustiça e desencantos...
Aqui, no barzinho da esquina, tudo se confunde:
Samba, cachaça, Roma, bichas, capitalistas, senhoras e Putas...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

À Luz da Filosofia - Como a lógica e a razão podem iluminar sua vida na prática

Estudar filosofia para ajudar a responder dilemas universais ou pessoais precisa ser como cuidar de um jardim: uma ação contínua e diária
Marco Santiago / ND
Professores e estudantes de filosofia aplicam na prática os ensinamentos dos pensadores clássicos

Qual a razão da sua existência, afinal? Por que veio a esse mundo? Qual o sentido da sua vida? Se questões existenciais como essas alguma vez já passaram pela sua cabeça, não se preocupe: você não tem tendências depressivas. Que tal um pouco de Platão e Aristóteles em vez de pílulas para os nervos? Filosofar, afinal de contas – e ao contrário do que a maioria imagina –, é um santo e muito prático remédio para ajudar a resolver problemas do cotidiano, dúvidas existenciais e avaliar o que realmente se quer da vida.
“A filosofia aplicada na prática ajuda no desenvolvimento dos potenciais do ser humano”, garante o professor Roger Hansen, 31. Isso porque, para os filósofos, saber usar ideias pensadas e repensadas há milênios pode ser a chave dos maiores dilemas contemporâneos.
E os dilemas não são poucos. “Muitas pessoas hoje não encontram sentido para as suas vidas. Elas são como cachorrinhos correndo atrás do próprio rabo, sem saber para quê estão vivendo”, compara Hansen, que leciona aulas de filosofia no Associação Cultural Nova-Acrópole, em Florianópolis. Afinal, para que e quem você trabalha? O que é ter uma vida boa?
Nesses casos, o filósofo o professor de filosofia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Celso Reni Braida, 50, indica uma aula ou um bom livro de filosofia. “A aplicação prática e imediata no dia-a-dia funciona quando alguém está em conflito com certos conceitos. Por exemplo um livro de filosofia política pode ajudar a digerir questões políticas contemporâneas”, explica.
Segundo ele, não é preciso se afundar em teorias ininteligíveis. “A filosofia é importante para quando temos problemas de recusa e juízos, conflitos de ideias e conceitos. E esses são problemas práticos do cotidiano”, observa ele. Para qualquer um que seja consciente de suas ideias, a filosofia tem solução. Em geral muitas – mas é preciso arregaçar as mangas e trabalhar arduamente.
Injete filosofia na veia
Uma boa parte dos questionamentos existenciais do ser humano pode ser respondida pela religião. “Mas atualmente há um número grande de pessoas que desiste da religião e acaba buscando luz na filosofia”, afirma o filósofo Celso Reni Braida. O grande ponto é que a resposta é única: não há respostas, há possíveis soluções que dependem de cada um. “A resposta é fazer uma vida diferente. Mas assim como é difícil mudar hábitos alimentares, por exemplo, imagine mudar conceitos de uma vida inteira?”, ressalta ele.
E foi botando literalmente a mão na massa e aplicando filosofia na veia que a estudante de engenharia da aquicultura Francieli de Castro Noronha, 23, tem transformado sua via e melhorado a convivência familiar e entre amigos. Há dois anos e dois meses ela estuda na Associação Cultural Nova-Acrópole, uma organização internacional que ensina filosofia à maneira clássica. “Para mim a filosofia era muito teórica. Na escola era chata e monótona”, conta. “Mas então fui descobrindo com as aulas que o grande lance da filosofia é a aplicação.  Por exemplo: todos tempos virtudes e defeitos. A filosofia me ajuda a trabalhar melhor com as qualidades de casa pessoa”, prossegue a estudante. “Quando se olha para um ser humano que é igual a você e percebe qualidades além apenas dos defeitos, então tudo fica melhor. Percebi melhoria em tudo.”
Luiz Filipe Bongiolo, 22, foi quem inspirou Franciele. Os dois são namorados e ele buscou na filosofia uma ferramenta para seu autodesenvlvimento. “Fui entrando em contato com toda a sabedoria e o legado das civilizações”, diz. E a sabedoria de outras sociedades garante até mesmo serenidade ao jovem para lidar com questões como o tão comentado fim do mundo. “A filosofia faz entender porque o mundo está nesse aparente colapso, faz entender a imensidão do mundo. A história da humanidade deixa claro que é tudo cíclico. As crises vêm e vão.”
O pintor Evandro Silva, 24, está estudando filosofia há 11 meses e também percebeu mudanças práticas na sua vida. “Meu cunhado começou a estudar e me agradou as mudanças que ele apresentou”. Assim como o parente, Evandro era mais ríspido no tratamento com as pessoas. “Eu não tratava as pessoas com tanto respeito e agora tenho tido mais tato”.
Mas não vá pensando que a filosofia vai acabar com seus problemas e angústias, porque a transformação é você quem faz. “A filosofia é como uma bússola para orientar o Norte, só não diz exatamente para onde ir”, diz Celso Reno Brida. O caminho é você quem constrói. 
Em vez dos divãs freudianos, filosofia clínica
Em vez de tratamentos psiquiátricos, muitas pessoas têm trocado os medicamentos e os divãs freudianos para encontrar ajuda dos filósofos. É a chamada filosofia clínica, que é a filosofia acadêmica aplicada ao consultório e atendimento. Como não são médicos ou psicólogos, os filósofos clínicos não usam termos como cura ou patologia. E em lugar de paciente, usa-se partilhante.
“Basicamente trabalhamos com a história da vida das pessoas”, diz Bruno Packter, 46, filósofo pós-graduado em filosofia clínica. O trabalho em geral é realizado em conjunto com psicólogos e outros profissionais da saúde e resolve principalmente os problemas relacionados à lógica, ao raciocínio, razão e reflexão. “Existem pessoas que refletem ou ponderam coisas de maneiras cíclicas. Pensam, pensam, e chegam sempre à mesma conclusão. E o resultado disso é um cansaço”, comenta Packter.
Como não trabalham com regras e manuais prontos, os clínicos fazem um mergulho profundo na história de vida de seus partilhantes e ajudam a encontrar desfechos possíveis de acordo com o contexto social, familiar e econômico de cada pessoa. “Às as pessoas partem de verdades erráticas e chegam, consequentemente, a verdades erráticas”, diz Packer. Nesse caso, a metodologia do atendimento é fundamentada nos filósofos. “Mas essa metodologia é, ao mesmo tempo, vazia. O preenchimento se dá pela história de vida das pessoas.”
As demandas são as mais variadas possíveis. Às vezes chega um pai querendo ajuda para lidar com o filho usuário de drogas, ou um casal em crise por causa do divórcio. “A questão toda é que tudo isso são apenas rótulos. A ideia é ver como de fato tudo isso funciona”, explica o filósofo. Algumas pessoas procuram os filósofos clínicos porque não querem mudar nada, apenas alguém para compartilhar conhecimento.

Divulgação / ND
Tela do renascentista Rafael retrata a Escola de Atenas, com Platão e Aristóteles ao centro

História da Filosofia
Não é de hoje que o ser humano tenta resolver o problema da morte, da vida, da razão de ser neste mundo, o que é correto e o que é falso. “As perguntas surgiram quase simultaneamente ao primeiro ser humano. Sempre existiram pessoas ou instituições da sociedade que questionavam o mundo”, afirma Dimas Pincinato Alves, 38, administrador e professor de filosofia há seis anos. Em praticamente todas as civilizações, ocidentais ou orientais, se pensava sobre isso. O termo filosofia só foi surgir na Grécia no século 6 a.C.
A etimologia da palavra quer dizer literalmente amor à sabedoria, e quando surgiu no ocidente se propôs a estudar problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade e aos valores morais e estéticos, entre outros. Para os filósofos clássicos, aquelas figuras carimbadas da Grécia Antiga como Tales, Xenófanes, Pitágoras, Heráclito, Protágoras, Platão, Sócrates e Aristóteles – e muitos outros, a grande busca era resolver os dilemas de seu tempo. “Os clássicos aplicavam a filosofia num sentido mais amplo. Eles tinham a preocupação de propor respostas”, explica Roger Hansen.
A filosofia moderna tem outra proposta e é por isso que hoje em dia muita gente indaga o que, afinal, faz um filósofo. “Os clássicos pensavam em como viver melhor. Os modernos, em como explicar melhor e aí o discurso se restringe às universidades”, diz Celso Reni Braida.
Liberte-se da escuridão
O Mito da Caverna, famoso fragmento da obra “A República”, do filósofo Platão, é uma bela alegoria para fazer refletir e ajudar a nos libertarmos da escuridão. Imagine uma caverna onde vivem prisioneiros desde o nascimento. Eles são acorrentados de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Pela parede os prisioneiros enxergam as sombras do que seriam seres como o homem, plantas, animais etc. As sombras são a única imagem que enxergam e com o passar do tempo os prisioneiros passam a dar nomes às sombras.
Quando um prisioneiro é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna, descobre que, na verdade, os seres reais não eram as sombras e sim as pessoas. Percebe então que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, sem saber a verdade. Ao sair da caverna, a luz do sol ofusca sua visão e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, consegue enxergar a beleza do mundo real. E você, já conseguiu sair da sua caverna?

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Eleições Municipais e A Bandalheira Política Por que Vive o Povo Brasileiro

Eleições Municipais e A Bandalheira Política Por que Vive o Povo Brasileiro

Viva o Povo Brasileiro

(João Ubaldo Ribeiro)


Quem é, afinal, o povo brasileiro. Um povo que sofre, sorri, e chora o seu desalento asfixiado em um mar de crimes, infâmias, covardias e impunidades. Um povo que vive em uma sociedade doente comandada por intelectuais moralmente insanos. Normopatas políticos.
Desta forma, a nação brasileira vive em frenesi. Em estado agônico. Desesperada e em pânico, banha-se em sangue. Sangue derramado por seus entes queridos em vias públicas de uma sociedade desumanizada.
Diante o esgarçamento do tecido social tem sido para os jovens e idosos, enfim toda a nação brasileira a pior das senzalas desde o período colonial. A tortura físico-psicológica do cidadão. Da juventude à morte.
Vive-se em estado alucinatório. Um verdadeiro inferno sob o comando do Crime Político Organizado. Um crime comandado pelos políticos lesa-pátria.  Filhos e filhas do trem das trevas.
A política do roubo ao erário tem criado um retrocesso social sem precedentes. E a juventude afoga-se na drogadição.
O palco das atenções é o Congresso Nacional, - Célula Máter que se encontra em estádio metastático comprometendo todo o organismo social.
A sociedade encontra-se enferma. O desgoverno causa um impacto estrondoso. E a hecatombe ressoa além mares.
O mundo se volta a sua atenção para uma guerra insana e silenciosa. É guerra no Brasil das olimpíadas. Um Rio de sangue corre pelas ruas das nossas cidades.
O assalto ao patrimônio público é desenfreado. E os políticos cínicos e mascarados descem a ladeira à caça de votos.
Àqueles que deveriam dar exemplo de honra, moral e cidadania, visto que alisaram da ciência os bancos, são antipatriotas. Afanam o erário e retiram de um povo a esperança de ser feliz.
Furta-lhe à condição de ser humano desumanizando-o com estado de pobreza e humilhação.
Diante a tantas mazelas, tanta frouxidão para o cumprimento de medidas drásticas para punir o ‘ladrão social’, que rouba 1 bilhão e devolve 1 milhão de reais, assim a bandidagem do poder gargalha pelos hotéis e prisões domiciliares. Enquanto isso o barco descamba Rio abaixo à deriva.
Desta forma, o povo brasileiro, em seu momento de maior tristeza e solidão vai-se afogando nas urnas da ilusão. É hora de dizer não. É hora de fazer greve ao voto. A única maneira de dizer basta. Afinal, não indo às urnas nas próximas eleições custará a cada eleitor pagar unicamente R$ 3,00(Três Reais). Tão somente três reais, e quatro anos de humilhação para aqueles que pensam que o eleitor é bicho.
Trata o povo como se animal fosse. Dizem que o povo vive em currais. Mas quem precisa de concelho são eles. Eles que impunes pactuam uma Organização Criminosa que dilapida o erário brasileiro levando o povo ao estado de miséria e sangria.
Na verdade que falta a esses bandidos é um Direito Penal Econômico que  existisse para punir severamente esta modalidade de crimes. Punir severamente esses bandidos. Bandidos que praticam crimes de vitimização difusa ou crimes vagos. É deveras importante aqui tornar claro as cifras douradas da criminalidade, que na denominação de Versele, representam a criminalidade do “colarinho branco”, definidas como práticas antissociais impunes praticadas por aqueles que detêm o poder político e econômico (a nível nacional e internacional), em prejuízo da coletividade e dos cidadãos e em proveito das suas oligarquias econômico financeiras. Viana, Eduardo in Criminologia; Salvador: JusPODIVM 2014, p. 71.
Assim os lesa-pátria vivem impunes do Caburaí ao Chuí. Para punir tais crimes praticados por bandidos dessa estirpe, Boêmios da Criminalidade Política Brasileira, terroristas do erário, é necessário o emprego do Direito Penal do Inimigo. Para o Jurisconsulto alemão GÜNTHER JAKOBS, o representante do Estado que pratica crimes contra o Estado não deve ser tratado como cidadão. Deve ser combatido como inimigo do Estado. Isto para garantir ao cidadão o direito à segurança.
Pode-se ir um pouco mais além. Considerar-se  criminoso de guerra os políticos, e os que a ele se aliam na prática delituosa na dilapidação do erário. Enfim, do patrimônio público.
Enquanto o povo não forçar. Obrigar o Congresso Nacional a criar O Direito Penal do Inimigo contra o político lesa-pátria, negando o seu voto a todo e qualquer político, a nossa Pátria Amada Idolatrada Brasil será eternamente estuprada por esses bandidos, também, assassinos da saúde do País, Pátria e Nação.


Raimundo José (Evangelista da Silva) é cidadão brasileiro, nascido em Santo Antônio de Jesus/Bahia.
 28/07/2016, às 4h 38min

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Compra-se Um Amor
(evangelista da silva)
Paga-se excelente preço
pelo amor de uma mulher
que se me atire aos braços,
chore os meus descompassos
e arreia-se sobre o meu coração
em vômitos de amar...

Sim, dinheiro não é problema,
sou dono do mundo!...
tenho milhões de empregados:
mandados, subalternos...
pago quanto quero...
assim é o meu porvir.

Deixo claro:
não sou mercador de sexo...
estou a procura de um amor que,
sabendo eu ter dinheiro, não se despoje 
interesseira...
seja completa.

Pago pelos préstimos de uma médica em UTI
jamais impondo-lhe vantagens em me amar...
agradeço-lhe por todo o seu carinho,
certa de que será recíproco o meu querer bem...
vem, ó mulher...
querida e sonhada mulher...

Se o problema for dinheiro...
não se lhe preocupe amor!...
pago-lhe por todo o seu trabalho hospitalar...
mas que seja por amor tudo o que fizer por mim...
odeio ser traído...
sim...

Ainda...
não pague a outro 
aquilo que pago
por ti
sim...
não.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Terra Amada Idolatrada e O banditismo Político e Cia

Tudo aquilo que vem à baila quanto a BANDIDAGEM que assalta o BRASIL, representa um CRIME jamais praticado em todo o PLANETA TERRA. Esta farra do ANTIPATRIOTISMO subsiste porque aqueles que criam às leis, são os mesmos agentes do SAQUE AO ERÁRIO. Nós, brasileiros, entorpecidos pelo VOTO, pensamos que VOTAR é a solução para coibir ATOS DELITUOSOS desta NATUREZA, praticados contra a Nação e Pátria.Se o LEGISLADOR BRASILEIRO não cria uma LEI ESPECIAL PENAL(Lei Penal do Inimigo), Inimigo do Estado Brasileiro, ele, o legislador delinquente continuará na prática de tais crimes infinitamente. Enquanto isso, não haverá tribunais que julguem com equidade, o fim desta FARRA CRIMINOSA praticada por milhões de políticos brasileiros que COMANDAM O ESQUADRÃO DA FOME E MISÉRIA e MORTE DE UMA CLASSE DOMINADA DESTRUÍDA E SÓ. Os ditos Pobres e Assalariados. Desta forma, OS POLÍTICOS BRASILEIROS, associados aos Capitalistas e empresários brasileiros de todos o matizes, formam uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA INTERMINÁVEL. Até mesmo Órgãos e instituições internacionais estão envolvidas no Aparelho Ideológico Criminoso perpetrado pela BANDIDAGEM POLÍTICA e ADMINISTRATIVA do nosso querido Brasil. Vejamos que preconiza JAKOBS:
O Direito Penal do Inimigo segundo Jakobs
"Para Jakobs deve haver dois tipos de direito. Um que é dirigido ao cidadão, que, mesmo violando uma norma recebe a oportunidade de “reestabelecer” a vigência desta norma através de uma pena - mas ainda assim, mesmo sendo punido, é punido como um cidadão – mantendo, pelo Estado, o seu status de pessoa e o papel de cidadão reconhecido pelo Direito[4].
Há porém um outro tipo de Direito, o Direito Penal do Inimigo, que é reservado àqueles indivíduos que pelo seu comportamento, ocupação ou práticas, segundo Jakobs, “se tem afastado, de maneira duradoura, ao menos de modo decidido, do Direito, isto é, que não proporciona a garantia cognitiva mínima necessária a um tratamento como pessoa”[5], devendo serem tratados como inimigos.
Jakobs faz distinção entre o que é uma pessoa e o que é um indivíduo, para ele pessoa é aquele que está envolvido com a sociedade, sendo um sujeito de direitos e obrigações frente aos outros membros da sociedade da qual participa. Indivíduo, é um ser sensorial, pertencente à ordem natural, movendo-se inteligentemente, por suas satisfações e insatisfações de acordo com suas preferências e interesses, descuidando-se, ignorando o mundo em que os outros homens participam[6].
Em cometendo um delito, o cidadão participa de um processo legal que observa suas garantias fundamentais, recebendo uma pena como coação pelo ato ilícito cometido. O inimigo é um perigo que deve ser combatido, devendo o Direito antever ao efetivo cometimento de um crime, considerando desde início sua periculosidade. Nas palavras de Jakobs “o Direito penal do inimigo é daqueles que o constituem contra o inimigo: frente ao inimigo é só coação física, até chegar à guerra”[7].
Para Jakobs a periculosidade do agente serve à caracterização do inimigo, que contrapõe-se ao cidadão (cujo ato, apesar de contra o direito, tem uma personalidade voltada ao ordenamento jurídico devendo ser punido segundo sua culpabilidade), enquanto que o inimigo deve ser combatido segundo sua periculosidade. Não há vistas há uma conduta realizada, ou tentada, mas pressupõe-se o âmbito interno do indivíduo, o perigo de dano futuro à vigência da norma[8]."
É este o DIREITO PENAL A SER APLICADO ÀQUELES QUE LESAM A PÁTRIA. Ou o Legislador cria este Instituto Penal, ou a Nação brasileira abster-se-á do "Direito de Votar", o que se tornou uma OBRIGAÇÃO para que nos entreguemos ao BANDIDO LEGISLADOR. Políticos e afins, comandantes do Crime Organizado no Brasil.
13/06/2016.
Raymundo Joseh Evangelista da Silva